Mordida

Há alguns dias tive minha primeira experiência com os famosos policiais de trânsito da Cidade do México.

Estávamos voltando pra casa da Loy pela Avenida Insurgientes e vi uma ambulância que vinha na perpendicular. Esperei a ambulância passar e o sinal fechou sem que eu percebesse que estava sobre a faixa de pedestres.

Pro meu azar, havia um policial neste cruzamento e veio pedir meus documentos. Além da minha carteira de motorista ser internacional, o carro tem placas do Estado de Jalisco, o que chama atenção destes ratos de uniforme.

Me fizeram encostar em uma esquina e o policial veio com um papo de que a multa por parar na faixa de pedestres era de algo próximo a U$ 125,00 e que aquela hora a tesouraria já estava fechada; portanto o carro teria que ficar no pátio até a manhã seguinte. Obviamente segundo ele, teríamos que pagar uma taxa extra pela permanência do veículo no pátio. Foi um blá blá blá e pra minha sorte começou a chover.

Pra encurtar a história o “poli”, como eles odeiam ser chamados, disse que pra evitar todo o transtorno a coisa ficava a nosso critério e nos fizemos de desentendidos. No final ele abriu o jogo e disse que poderíamos pagar um café com o que gastaríamos com a multa e o pátio (corralón)… Entramos no carro por orientação do oficial para nos proteger da chuva e nesse mesmo momento tocou o celular da Loy, o que deu impressão de que estávamos ligando pra algum lugar para denunciá-lo. Foi a chave pra que ele fizesse sinal para que fossemos embora, sem pagar multa nem a “mordida’.

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