“Perdoar, sim. Esquecer, jamais!”

No dia 27 de janeiro de 1945 as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. A data marca o fim de um dos episódios mais tenebrosos da história da humanidade, na qual foram cruelmente assassinados 6 milhões de judeus além de eslavos, ciganos, homossexuais, dissidentes políticos, maçons e testemunhas de Jeová.

As  Nações Unidas através de uma resolução declararam o dia 27 de janeiro como Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto.  A resolução rejeita qualquer questionamento de que o Holocausto realmente ocorreu, enfatiza o dever dos Estados-membros de educar futuras gerações sobre os horrores do genocídio e condena todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou crença.

Apesar dos anos, a dor de quem perdeu familiares ainda persiste e para que jamais volva a acontecer uma barbárie como esta é importante manter as lembranças deste evento macabro de geração em geração.

Recentemente foi inaugurado o primeiro museu do Holocausto do Brasil, localizado em Curitiba. Para quem quiser conhecer, é preciso agendar a visita. www.museudoholocausto.org.br

Em várias localidades do mundo existem excelentes museus do Holocausto, abertos a todos os que querem conhecer melhor a história e fazer uma homenagem as vítimas.

O mais importante sem dúvida é o Yad Vashem, em Jerusalém. Além de museu, é um instituto que se encarrega de reunir o maior número de informação sobre as vítimas que vivem hoje em diferentes partes do mundo. www.yadvashem.org

Em Washington também existe um museu muito bem montado, com artigos originais doados por familias judias americanas e por outras instituições européias, além de artigos do Yad Vashem.

A visita termina em uma bonita sala construida com pedras levadas de Jerusalém no qual videos de sobreviventes gravados em um projeto realizado por Steven Spielberg na época em que gravou A Lista de Schindler. www.ushmm.org

No México foi inaugurado há um ano e meio o Museu da Memória e da Tolerância. Uma boa parte é dedicada ao Holocausto Judeu, mas o museu também explora outros genocídios igualmente cruéis como o da Guatemala, Cambodia, Iugoslávia, Ruanda e Dafur (Sudão). Ao final, vem a parte da Tolerância que trata desde os Direitos Humanos até questões do dia a dia como o respeito no trânsito e bullyng. www.memoriaytolerancia.org